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ENTREVISTA NO JORNAL NACIONLAR COM DR. GLAUCUS SOBRE A OZONIOTERAPIA
| Editoria de Arte / Folhapress/Editoria de Arte / Folhapress | ||
O primeiro registro da utilização do ozônio para fins terapêutico foi em 1885, seguindo-se outro caso em 1892, em que o ozônio foi utilizado para o tratamento de tuberculose. Em 1902, foi registrado o seu uso no tratamento de surdez crônica. O ozônio foi tornando-se cada vez mais popular e foi amplamente utilizado durante a I Guerra Mundial depois de verificadas as suas propriedades anti-inflamatórias e anti-infecciosas após a aplicação nas feridas infectadas e gangrena dos soldados. Segundo Dr. Glacus, os Estados Unidos usou o tratamento com ozônio com muito sucesso, de 1885 até 1932, mas em 1933 a AMA (American Medical Association) proibiu o uso do ozônio alegando que não pode haver terapia que venha competir com os medicamentos da indústria farmacêutica, e o médico que praticasse tinha sua licença cassada. Atualmente, a ozonioterapia já foi regulamentada em vários países como Rússia, Cuba, Alemanha, berço da ozonioterapia e onde mais de 20 mil médicos praticam a técnica, e Itália. Nos Estados Unidos, 15 Estados conseguiram liberar o uso do ozônio na medicina por meio de leis estaduais, que garantem ao cidadão o direito de utilizar a terapia que lhe convém, mas é preciso que o médico seja credenciado e que ambos, médico e paciente, assinem um termo de responsabilidade sobre as implicações do tratamento. Ao longo de 2009 e 2010, o grupo de pesquisadores da USP, coordenado pelo Dr. Glacus, testou o uso do ozônio para inativar dez tipos de bactérias, entre elas a KPC, uma das mais resistentes e que tem levado muitos pacientes à morte.
Segundo Dr. Glacus, bastaram 5 minutos de exposição ao jato de ozônio para os agentes infecciosos fossem inativados. O mecanismo de ação é que o ozônio destrói as paredes dos microorganismos. Internacionalmente, relata-se que entre as doenças combatidas pela ozonioterapia estão a asma, artrite, arteriosclerose, diversas doenças dermatológicas como acne, micoses, eczema e psoríase, tratamento de feridas infectadas e doenças causadas por vírus, como herpes e hepatites crônicas virais, além de combater a celulite e a gordura localizada e ser eficaz no tratamento antienvelhecimento.
São vários os métodos de aplicação da ozonioterapia: hidrozonioterapia, que consiste em diluir o ozônio em água e aplicar na zona do corpo a ser tratada ou ainda ingerir a mistura; vapor, em que o ozônio é aplicado no corpo através de vaporizações, saunas; óleos ozonizados, óleos embebidos em ozônio são aplicados com movimentos de massagem na zonado corpo a ser tratada, ou na cobertura de feridas ; injeção subcutânea, em que o ozônio é injetado na zona subcutânea da pele e auto-hemotransfusão, no qual se retira certo volume de sangue e depois acrescenta-se ozônio ao sangue e depois reintroduzir esta mistura no organismo, pela mesma veia em que se coletou. No Protocolo de Pesquisa desenvolvido no Hospital das Clínicas, para o tratamento do pé diabético, será utilizada a lavagem dos ferimentos com água ou soro fisiológico ozonizado e nebulização da ferida dentro de sacos plásticos por uma hora. Este procedimento pode ser realizado, por exemplo, à beira do leito do paciente, em serviços ambulatoriais de tratamentos de feridas ou até mesmo na residência do paciente. Dr. Glacus é médico pesquisador do Departamento de Imunologia Clínica e Alergia do Hospital das Clínicas da USP, consultor da Organização Mundial de Saúde e Coordenador do Projeto de Pesquisas com Ozônio na USP. Incansável batalhador pela regulamentação da ozonioterapia no Brasil, ele finalizou a entrevista dizendo à nossa reportagem: “Eu não vim para este mundo para ser um mero prescritor, para alimentar a ganância de lucros da indústria farmacêutica, mas sim para procurar os meios para uma efetiva cura dos pacientes”.
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