sábado, 24 de maio de 2014

Uso Médico Atual do Ozônio


Textos do original:
Propostas Terapêuticas Alternativas
Dr. Paulo Maciel

Com o desenvolvimento da pesquisa básica e, especialmente, a partir do conhecimento dos efeitos do ozônio no sistema imunológico e sistemas de oxidação e antioxidação celulares no metabolismo de hemoglobinas, a ozonioterapia passou de uma fase empírica de observação de seus resultados clínicos, cuja informação científica foi baseada em formatos de casuística, para uma formatação científica de melhor reconhecimento.

Diferente de outros produtos farmacêuticos o ozônio necessita ser preparado próximo ao local de sua utilização por seu limite de estabilidade, ou seja, ele volta a ser oxigênio em curto espaço de tempo.

O que o ozônio faz:

Desativa vírus, bactérias, fermentação, fungos e protozoários. Estimula o sistema imunológico. Limpa artérias e veias, melhora a circulação. Purifica o sangue e linfa. Normaliza a produção de hormônios e enzimas. Reduz inflamações. Reduz a dor, acalma os nervos. Para sangramentos. Previne o perigo de derrame. Melhora a função do cérebro e memória. Oxida toxinas, possibilitando sua excreção. Quelação de metais pesados, trabalha bem em conjunção com EDTA. Previne e reverte doenças degenerativas. Previne e elimina doenças do sistema imunológico. Diminui reações alérgicas.

O Ozônio pode ser usado inclusive a nível hospitalar e mesmo a nível de UTI nos pacientes que fazem infecções generalizadas (sepsis) porque não existe resistência tanto bacteriana quanto viral ao ozônio, já que ele reage oxidando a membrana celular ou a cápsula viral, induzindo assim à morte do agente patogênico. Pode, portanto, ser de grande valia nos casos graves, não possuindo nenhum efeito colateral remanescente.

Ozonioterapia: um “novo” tratamento, com uma longa tradição

O ozônio (O3) é um gás que se forma pela adição de um terceiro átomo à molécula de oxigênio, o que o torna muito mais ativo do ponto de vista bioxidativo em sua função biológica.

Essa forma alotrópica do oxigênio aparece em sua concentração máxima na região atmosférica localizada a cerca de 25 mil quilômetros da Terra, sendo a principal responsável pela formação da barreira que impede a entrada dos raios ultravioleta provenientes do Sol. Sem essa camada de ozônio existente na estratosfera não seria possível haver vida na Terra.

Na natureza, o ozônio pode ser gerado espontaneamente em tempestades com raios e também em fumaças em que estão presentes várias substâncias (especialmente compostos nitrogenados) que, sob a ação da luz ultravioleta, reagem com o oxigênio, propiciando sua formação. Como conseqüência dessas reações, o ozônio pode estar presente entre os gases poluentes. Entretanto, ele não é um gás poluente, como muitos erroneamente pensam. Mas, por ser de fácil mensuração, é considerado um indicador de poluição.

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Defesa imunológica

Embora o ozônio inalado seja agressivo para as vias aéreas superiores e os alvéolos pulmonares humanos, existem outras formas de se administrá-lo, as quais, ao longo de mais de um século de utilização, têm comprovadamente demonstrado um alto valor terapêutico.

Pesquisas recentes mostraram que o ozônio é naturalmente produzido no corpo humano a partir da ativação de anticorpos, atuando no processo de destruição de bactérias e vírus e, assim, contribuindo para o funcionamento do sistema de defesa imunológica do organismo.

Um tema que ficou famoso no Brasil recentemente foi a questão da “Auto-hemoterapia” e que após aparecer no Fantástico foi proibida em todo o Brasil, continua sendo válida para pessoas que começam a sentir os primeiros sintomas da gripe, em especial junto com a ozonioterapia (minor). Esta técnica aumenta o número leucócitos em até 4 vezes, melhorando em muito a imunidade da pessoa e muitas vezes cortando completamente a evolução natural da doença.

Histórico

Em 1801, Cruikschank descreveu o surgimento de um gás desconhecido durante o processo de eletrólise. Mas, só se pode considerar o gás ozônio como efetivamente descoberto em 1839, com a elaboração do trabalho de Schönbein, intitulado ”On the smell at the positive electrode during eletrolysis of water”.

Em 1857, Werner von Siemens desenvolveu o primeiro aparelho gerador de ozônio, com o qual realizou seus estudos iniciais sobre a ação desse composto em bactérias e germes e, posteriormente, em mucosas de animais e humanos. Cerca de 100 anos depois, Hänsler criou o primeiro equipamento médico que permitia a obtenção de dosagens relativamente precisas da mistura de oxigênio e ozônio, abrindo um grande leque para sua aplicação terapêutica.

Durante a I Guerra Mundial, soldados alemães feridos foram tratados com a utilização de ozônio.
Na década de 60, ele começou a ser usado no processo de tratamento de água, para a eliminação de fungos, bactérias e vírus, tornando-se o mais importante agente de limpeza e desinfecção. Esse processo passou a ser aplicado em grandes cidades, como Moscou, Montreal, Los Angeles, Cingapura, Helsinque, Bruxelas e em mais de 700 locais da França.

Sociedades:

Como o ozônio é um gás altamente reagente, o seu uso médico só pode ter um grande avanço após a descoberta de materiais que são resistentes a ele, tais como o silicone, kynar, teflon e outros.

Hoje, vários países da Europa, Ásia e Américas utilizam a ozonioterapia como tratamento médico e odontológico. Entre eles, pode-se citar a Rússia, México, Itália, Malásia, Alemanha, Japão, Espanha, Suíça, Chile, Peru, Argentina, Equador e alguns centros do Canadá e Estados Unidos. Cuba é um dos grandes países responsáveis pelo desenvolvimento e divulgação da ozonioterapia médica.

Existem várias sociedades de ozonioterapia médica, entre as quais se pode citar:

German Society of Ozonotherapy (1972)
Italian Society of Ozonetherapy – FIO (1984)
International Ozone Medical Society (1999)
Associação de Ozonioterapia Médica do Brasil (2004).

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Formas de utilização

Atualmente, a mistura de oxigênio e ozônio (95 partes de O2 para 5 de O3 até 99,5 de O2 para 0,5 de O3) é formada por inúmeros aparelhos geradores de ozônio produzidos em todo o mundo para uso médico e odontológico.

Esse gás pode ser utilizado sob diferentes formas:

Tópica – água ozonizada ou óleo ozonizado ou mesmo o gás diretamente aplicado sob o local desejado em forma de “bagging”
Injetável – subcutâneo, intramuscular ou ainda intra-articular
Auto-hemoterapia – maior e menor.
Inicialmente, a utilização da ozonioterapia baseava-se em observações empíricas dos resultados clínicos obtidos. Hoje, o seu uso é reconhecido cientificamente, devido aos trabalhos publicados em pesquisa básica sobre os seus efeitos no sistema imunológico e no sistema de oxidação e antioxidação celular da hemoglobina.

Sua ação viricida, bactericida e fungicida tem sido amplamente estudada, não só in vitro como in vivo.

Atualmente, a ozonioterapia constitui-se num importante arsenal terapêutico que pode ser aplicado em todas as especialidades da medicina, incluindo a odontologia. [9]

No Brasil existe uma entidade que estuda e regulamenta o uso do ozônio, inclusive dando formação sobre o seu uso para profissionais de saúde, a ABOZ (Associação Brasileira de Ozonioterapia)

A prática da Ozonioterapia no Brasil não é nova. Começou em 1975 e na década de 1980, ganhou mais adeptos e atraiu o interesse de algumas universidades. De 2000 para cá, os estudos ganharam corpo. Há seis anos, a PUC de Minas Gerais pesquisa a técnica em ratos. Da mesma época vêm os estudos na Santa Casa de Misericórdia, de São Paulo, com ratos e coelhos.

A terapia ganhou mais visibilidade de 2004 para cá, quando Santo André, no ABC Paulista, sediou a Primeira Conferência Internacional sobre Uso Medicinal do Ozônio. Em abril de 2006, em Belo Horizonte, especialistas de vários países realizaram o primeiro congresso internacional de Ozonioterapia. Além de atualizar informações, os médicos brasileiros aproveitaram para lançar as bases da Associação Brasileira de Ozonioterapia (ABOZ).


A ABOZ trabalha para que a prática da Ozonioterapia no Brasil possa ser realizada de maneira legal, consciente, responsável e ética. Uma das prioridades da ABOZ é garantir informação e formação de qualidade relacionada à Ozonioterapia, devidamente embasada na experiência internacional e também nacional.

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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Azul a Vibração da Vida e da Harmonia na Terra. É hora de conhecermos como nos curar.


Principais ações biológicas nas aplicações terapêuticas do Ôzonio

Textos do original PDF:
Profa. Dra. Maria Cristina Zindel Deboni
Departamento de Cirurgia Prótese e Traumatologia Maxilo Faciais
Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo
1RA EOMV - ICAVP- JUNHO 2007

Azeite de oliva ou óleo de girassol ozonizado

§  Estabilidade antimicrobiana e de pH por volta de 1 ano quando armazenado de -10º a +8º C
§  Não apresentou efeitos tóxicos em testes in vivo.

Óleo de girassol ozonizado

§  Comprovadamente antibacterianopara várias espécies de Mycobacteria, estafilococos, estreptococos, enterococos, psedomonasaeruginosa, Escherichiacolietc.

Efeitos terapêuticos do ozônio

§  O ozônio pode estimular mecanismos de defesa do sistema imune a alterar o funcionamento das citocinas, pois uma mesma molécula de ozônio é produzida por neutrófilosna imunidade do organismo  (Torossianetal, 2004)


Principais ações terapêuticas

§  Antimicrobiano
§  Estimula vascularização
§  Melhoria do processo de reparação tecidual
§  Auxilia na Hemostasiatransoperatória




Ação Biológica do Ozônio

§  A ozoniçãodo sangue leva a uma série de reações:
§  Formação de espécies reativas de oxigênio (ROS) principalmente H2O2 (o peróxido de hidrogênio funciona como um mensageiro intracelular)
§  Formação de LOPS (espécies lipídeos oxidantes)






Reparação tecidual

§  Inflamação
§  Processo de reparo
§  Remodelação
§  No processo normal de reparação tecidual ocorre após o trauma ou agressão a formação de espécies reativas de oxigênio que irão contribuir não somente para a desinfecção do local da ferida mas também para a reparação tecidual.

Reparação tecidual normal

§  Concentrações Milimolaresde H2O2
§  Indução de Fatores indutores de crescimento endotelial
§  Facilita a angiogênese
§  Indução de IFNγneutrófilos

§  Aumento do ciclo respiratório mitocondrial

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óleos ozonizados

domingo, 6 de abril de 2014

Só existe opção quando se tem informação...Ninguém pode dizer que é livre para tomar o sorvete que quiser se conhecer apenas o sabor limão.


Dra. Maria das Graças Reis da Cunha
domingo, 7 de julho de 2013

Ozonioterapia
...

A Aboz apresentou vários estudos internacionais defendendo que o uso da Ozonioterapia poderia reduzir em até 25% os custos do SUS com o tratamento de feridas crônicas e em 80% a taxa de amputação de membros de pacientes com gangrena provocada pelo diabetes.

(Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd2602201101.htm)

Os defensores dizem que o método não prospera no país porque contraria interesses da indústria. "Ozônio não é patenteado. Você não engarrafa e vende na farmácia”.

Muitos pacientes têm conseguido limitar em juízo para fazer tratamento em Cuba. Em São Paulo, um juiz concedeu liminar autorizando um paciente com câncer de um hospital da capital a receber Ozonioterapia no peritônio (membrana que reveste as paredes do abdome), como parte do tratamento contra dor.

No Brasil, várias instituições estão pesquisando a técnica. Em 2010, a Universidade de São Paulo, por exemplo, testou a Ozonioterapia em bactérias hospitalares multi resistentes a antibióticos. Com apenas cinco minutos de exposição ao ozônio, dez delas foram eliminadas, inclusive a super-bactéria KPC, que atingiu 13 Estados e matou ao menos 20 pessoas. Segundo o médico imunologista Glacus de Sousa Brito, pesquisador responsável pelo ensaio clínico da USP, outras três linhas de projetos de pesquisa com Ozonioterapia estão em andamento.
 
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óleo ozonizado

Uma delas propõe o tratamento de feridas infectadas (pé diabético, por exemplo). A outra vai usar o ozônio para desinfetar ambientes hospitalares. A terceira tratará, com o gás, pessoas com infecção hospitalar. O infectologista Ésper Kallas, professor da USP, diz que, embora os estudos pareçam promissores, é preciso repeti-los em outros centros, para verificar se os resultados permanecem favoráveis. "É necessário provar a reprodutibilidade para que a gente possa empregar no dia a dia", afirma ele.

CONCLUSÃO

1-      A ação farmacológica do gás e sua segurança estão bem estabelecidas. O ozônio é um elemento essencialmente e efetivo nas infecções bacterianas, virais de longa duração.  É o resultado de um stress oxidativo agudo calculado, daí a necessidade imperiosa do cálculo da dose precisa e ponderada, é capaz de produzir diversas respostas biológicas úteis de antioxidação capaz de reverter um Stress Oxidativo Crônico.

2-      Existem indicações precisas do seu uso na literatura, com elevada casuística, em inúmeras patologias, conforme artigos anexados como Apêndices. Todas as doenças, inclusive o envelhecimento são acompanhadas por Stress Oxidativo duradouro, causando um desequilíbrio com o excesso de radicais livres (ROS) e um déficit das reações de Antioxidação (LOPS).

3-      Não existem importantes reações adversas locais e não se descreveram alterações sistêmicas com o método. Os efeitos colaterais são mínimos, cem vezes menos dos procedimentos de diagnósticos rotineiros, como as radiografias, por exemplo. Existe a possibilidade de uma reação alérgica, como na maioria dos medicamentos. É um oxidante muito potente, e é evidente que uma incontrolada reação de oxidação pode ser destrutivos para o corpo. Em cem anos, nenhuma morte foi atribuída a um tratamento de ozônio. Assim, o subproduto do ozônio, que é aplicado, é benéfico: o oxigênio.

4-      No mundo em evolução contínua é indiscutível em que a Medicina atual tem um custo muito alto, cura com muita raridade e muitos dos efeitos colaterais causam outras doenças, basta observar que o tratamento com antiinflamatórios é puramente sintomático. O Ozônio possibilita fazer uma Medicina etiológica e curativa (Simonetti, Vicenzo Jornada Ozônio, SP/2006).

5-      É uma técnica de baixo custo e fácil aplicação, em geral com rápida resposta e que pode ser comparável a Oxigenoterapia Hiperbárica em muitos aspectos, com a vantagem de ter um custo per capita muito menor.

6-      Embora o gás seja biologicamente estéril, recomenda-se cautela em caso de hipersensibilidade. Para uma administração controlada, em termos de fluxo e volume total injetado, faz-se necessário equipamento médico adequado.

7-      O ozônio não é uma arma medicinal milagrosa. Embora seja um procedimento terapêutico que adquire curas onde outras terapias falharam. Mas o ozônio não é um cura-tudo. Não transforma um octogenário em um adolescente, mas sim em um homem ativo e afirmativo, em correspondência com a idade biológica graças à elevação da pressão parcial de oxigênio.

8-      Para os profissionais que resistem em aceitar a Ozonioterapia se prendem ao fato que os metabólitos do Ozônio produz apenas Radicais Livres, porque ‘desconhecem ou fingem” não conhecer os efeitos reais destes nas moléculas e células humanas. A alegação da falta de casuística não procede pelo menos não vale para todas as patologias. Por exemplo, recentemente publicaram na The LAncet, “Results of a non-specifi immunomodulation therapy in chronic heart failure (ACCLAIM trial), Guillermo Torre-Amione e col’. um estudo que envolve mais de 1200 pacientes, e um outro  “Intramuscular Oxygen-Ozone Therapy in the Treatment of Acute Back Pain With Lumbar Disc Herniation , Marco Paoloni, MD e col.” que envolve 60 pacientes (ver apêndices). Isso sem falar do pé diabético onde em Cuba já se publicou mais de 3000 casos

9-      Para efeitos legais a Ozonioterapia deverá ser incorporada como Tecnologia de Saúde, de acordo com orientação do Parecer da Advocacia Geral da União – Parecer CODELGIS- CONJUR- GABIN-MA-AA nº 1613, de 30-09-2009, cunprindo os itens do Anexo II, da Portaria nº 2587, de 30-10-2008.

10-  Seu uso deve ser exclusivo de profissional médico.

"O Código de Ética Médica estabelece em seu Capítulo I - Art. 5°- O médico deve aprimorar continuamente seus conhecimentos e usar o melhor do progresso científico em benefício do paciente”.


“O maior pecado para um indivíduo que obteve um diploma para exercer a arte de curar, é negar o que desconhece e privar seu paciente do benefício de prevenção e tratamento de muitos males que o acometem”.

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quinta-feira, 13 de março de 2014

Ozonioterapia: de que se trata?

Dr.  Jorge Boucinhas [ médico e professor da UFRN ]
Tribuna do Norte - Publicação: 16 de Outubro de 2011

Há duas formas principais de apresentação das moléculas de oxigênio, este tão maravilhoso oxigênio, necessário à respiração celular e, consequentemente, à vida. São elas: o oxigênio molecular (O2, formado pela união de dois átomos, sendo mais comum e a forma usualmente respirada) e o ozônio (O3, constituído por três átomos e formado nas camadas mais altas da atmosfera por ação da radiação solar). Ambos apresentam-se como gases, sendo o oxigênio molecular transparente e o ozônio azulado.

Haverá diferenças em termos de ação sobre o organismo?  Isto justificaria diferenças quanto a seu emprego terapêutico? Bem, ambos têm sido utilizados em tratamentos médicos há já um tempo, assim como hoje se os emprega em muitas aplicações estéticas de ponta.

O tratamento facial com oxigênio tornou-se, rapidamente, o favorito em Spas porque promove um aparente preenchimento imediato de rugas finas e o aparecimento de um brilho cutâneo mui favorecedor.  

Tal tratamento emprega oxigênio comprimido, que é jateado diretamente na superfície da pele por meio de uma pistola de alta pressão, seja puro seja associado a soro rico em nutrientes. A alta pressão força-o a penetrar até as camadas mais profundas da epiderme, o que gera imediatamente uma aparência renovada da pele, a qual se torna macia e com aparência de juventude. As pequenas imperfeições ficam mascaradas, mas o efeito é transitório, de vez que as camadas mais profundas não são envolvidas nessas alterações.   Mesmo assim, podem durar mais de dois dias. Muitas pessoas do show business internacional, especialmente do cinema e da televisão, tem-no usado e elogiado, sendo um bom exemplo Madonna.

O tratamento com ozônio é, quiçá, ainda mais benéfico, tendo sido empregado com sucesso em procedimentos médicos há quase um século, mais recentemente tendo encontrado seu espaço na Estética. Entre seus efeitos benéficos tem-se: desintoxicação orgânica, favorecendo a eliminação de toxinas; estímulo ao bom funcionamento do sistema imunológico; aumento do aporte de oxigênio para as células, tecidos e órgãos; aumento da circulação cutânea, com alguns reflexos pelo todo do corpo.

O tratamento facial com este gás emprega um spray facial com a mistura gasosa dele com um tanto de oxigênio, agregando-se antioxidantes gerais e extratos nutritivos com vitaminas e minerais. É administrado sobre a superfície da pele também através de uma pistola de pressão. O ozônio tem a capacidade de ultrapassar muitas barreiras e penetra até em camadas profundas da cútis, carregando os soros enriquecidos. Algumas moléculas de ozônio, o qual é altamente instável, decompõem-se imediatamente após a aplicação, liberando o “oxigênio nascente” ou “oxigênio ativo “, o qual, assim, atinge níveis cutâneos profundos.

Os benefícios da administração de ozônio incluem:  aumento do metabolismo das células; eliminação de toxinas; melhoria da circulação, com conseqüente aumento da oxigenação dos tecidos; estimulação das enzimas antioxidantes celulares; proteção contra os radicais livres; destruição de vírus, bactérias e fungos. O processo de envelhecimento da superfície corpórea é, assim, retardado.  Tal tratamento facial não mascara os defeitos da pele nem dá resultados imediatos, mas promove a produção do colágeno e da elastina, dois elementos biológicos que facilitam a renovação celular e melhoram textura e elasticidade da pele, ajudando na obtenção de uma cútis firme, hidratada, corada, brilhante e com redução de rugas finas, sendo importante frisar que tudo isto é bem duradouro. Acrescentando-se a Hidro-Ozonoterapia (emprego de água ozonizada), afora máscaras e cosméticos (óleos, géis e cremes) ozonizados, os resultados tornam-se ainda mais efetivos.

Comparando-se ambos tipos de tratamento facial, pode-se concluir que os resultados após o tratamento com O2 são imediatamente visíveis, mas não duradouros. Ele atingiu grande popularidade, mas um grande número de dúvidas sobre a sua efetividade e credibilidade está aparecendo, considerando a falta de comprovação através de trabalhos científicos. Já após o tratamento com O3 os resultados são: reestabelecimento estrutural da pele, aspecto visível de preenchimento imediato e melhora da luminosidade, mas tudo isto com longa duração de efeitos. A utilização do gás em Cosmética e Estética tem mostrado, então, ser uma forma eficiente de embelezar-se quem estar a decair. Somando-se a isto a inexistência prática de riscos, eis uma boa maneira, felizmente já disponível em Natal, de se lutar contra o envelhecimento facial e suas tão desagradáveis consequências.

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óleo ozonizado


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

As Terapias com Ozônio ou Oxigênio Ativado são Parte do Desenvolvimento de Novas Tecnologias da ciência Médica


O progresso da ciência médica está orientado atualmente para o desenvolvimento de novas tecnologias que permitem não apenas o tratamento altamente eficaz de doenças, como também preveni-las, visando o aumento do potencial vital do organismo. Uma dessas abordagens progressistas é a terapia de ozônio. Sendo que esta, tem uma vasta gama de ações como por exemplo na cirurgia, dermatologia, urologia e medicina interna.

Seria estranho se o ozônio não fosse colocado em uso na cosmetologia e que na realidade é um dos campos mais progressivos de sua aplicação. Nos métodos de tratamento com ozônio, atenção especial é dada à melhoria da microcirculação, da oxigenação, do fornecimento de energia para as células, do trofismo adequado e da proteção da pele.

 Problemas Cosméticos:

Muitos problemas cosméticos como acne, rosácea telangiectásica, queda de cabelos, rugas, alergia, celulite, gordura, refletem o estado interno do organismo, e portanto, devem ser tratados não somente externamente, mas também internamente. Esta tarefa pode ser realizada com sucesso pelo ozônio que produz desintoxicação, além de ter efeito antimicrobiano, antiviral e aumentar a imunidade do organismo.

O ozônio é um agente único no sentido de preservar e restaurar a beleza natural e a saúde da pele. A ozonioterapia não maquia os defeitos da pele, mas sim normaliza suas funções naturais e estimula o seu bom funcionamento.

O mecanismo de ação do ozônio pode ser demonstrado por exemplo através de seu uso dentro de um programa para rejuvenescimento da pele.

Envelhecimento:

O envelhecimento, no nível da epiderme, é induzido pela inibição da prolifera divisão celular, exaustão da epiderme, aumento na camada de queratina, diminuição da elasticidade e aumento da deformação residual da epiderme (o famoso pé de galinha) que formam rugas profundas.

A Pele só fica com aparência jovem quando o trofismo e divisão de células da epiderme estão funcionando adequadamente. O mecanismo natural de trofismo celular (Trofismos = Nutrição essencial que abrange trocas metabólicas entre os tecidos) acontece por meio do líquido de tecido, da linfa e do plasma sanguíneo.
A eficiência funcional da rede e da qualidade do trofismo da epiderme são reduzidas consideravelmente sob a influência de fatores negativos do meio ambiente.

O envelhecimento ao nível da derme é induzido por alterações na estrutura das fibras elásticas e colágeno. O colágeno quando exposto aos radicais livres faz uma "entrelaçamento conjunto ", e portanto, a enzima colagenase que é responsável pela degradação do colágeno em condições normais, não é capaz de realizar a sua função.  O resultado da redução desta capacidade é o acúmulo de fibras de colágeno patologicamente modificadas, a diminuição da capacidade de retenção de água e do nível total de água na derme. Isto se trata de uma perturbação funcional da hialuronidase, a enzima específica de produção que faz efeito sobre o ácido hialurônico definindo a permeabilidade da pele.

Devido ao envelhecimento, acontece uma diminuição na atividade de algumas enzimas chaves da cadeia respiratória, e da intensidade de síntese citocromo oxidase, que conduz à deficiência de energia nas células, e por consequência vem a inibição da regeneração das células da epiderme e da exaustão e fragmentação de fibras elásticas, sendo que um dos resultados de todos estes processos patológicos, é a formação de rugas.

A inibição do processo de envelhecimento da pele.

O envelhecimento da pele pode ser inibido, a estrutura da pele pode ser restaurada através da neutralização dos processos patológicos acima mencionados, eliminando assim a razão, mas não só a consequência, da formação de rugas.  Este é exatamente o ALVO da terapia de ozônio.


O3 -  Oxigênio Tri atômico - Ozônio e os efeitos positivos sobre o corpo humano:

O ozônio é uma substância criada pela natureza que produz um efeito integrante e complexo sobre o corpo humano.

Para o tratamento de peles "problemáticas" e rugas, recomenda-se usar os métodos da terapia de ozônio local e sistêmica, ou seja, azeite ozonizado na forma de massagem; injeções subcutâneas de ozônio, por via sistêmica, auto-hemoterapia, solução gota a gota e insuflação retal. A abordagem para o tratamento e escolha de métodos são estritamente individual para cada paciente.

O ozônio, introduzindo por via subcutânea ativa os processos metabólicos nas células macroergicas (alta energia), normaliza o transporte ativo da membrana (Bombeamento K- Na), permeabilidade, deformabilidade, viscosidade e propriedades elétricas das membranas.

Ao mesmo tempo, se trata de um aumento na intensidade dos processos de energia: por um lado, através do aumento da utilização de oxigénio pelas células, devido à ativação de glicólise aeróbica, ciclo de Krebs, b - oxidação de ácidos graxos, e por outro lado - por meio da otimização da função de transporte de oxigênio do sangue.


O3 Ozônio - Os benefícios incluem:

- Na presença de ozônio, os eritrócitos são capazes de se ligar e transferir 10 vezes mais oxigênio e com mais fácil liberação para os tecidos.

- Além disso, ele chega a causar a parada do “stress oxidativo ", a ativação do sistema de defesa antioxidante e a neutralização do efeito destrutivo dos radicais livres.

- Promove a estimulação da síntese de proteína, incluindo seus próprios colágeno e elastina, um aumento do potencial de regeneração da camada proliferativa de pele.

- Promove um aumento de volume de líquido nas camadas profundas e restauração da capacidade natural da pele para reter a água, como resultado.

- Promove o alisamento e desaparecimento dos “pés de galinha “, das rugas mais profundas, e uma boa manifestação do efeito de rejuvenescimento.

- A diferença essencial da terapia de ozônio, em contrapartida com outros medicamentos cosméticos e procedimentos, é a sua dupla ação, do lado de fora e dentro do organismo, que leva à normalização dos trofismo, oxigenação, umedecimento, proteção e restauração por troca de pele

- O ozônio ajuda a atingir a limpeza geral, saneamento e tonalização, duradouros e não apenas com um efeito cosmético temporário.

- Portanto, a terapia de ozono é um remédio revolucionário para rejuvenescimento permitindo restaurar a função de barreira, imune, retentora de água, reparadora e separativas da pele, bem como, melhorar a sua estrutura.



O3 Ozônio - Resultados Rápidos Sobre o Estresse da Pele:

Resultados especialmente notáveis e rápidos, através da terapia de ozônio, são observados em pacientes diagnosticados com " stress da pele “.

O método mais comum da administração de ozônio para rejuvenescimento é por via gota-a-gota intravenosa e na forma de banho de ozônio "torso". Isto é conveniente, pois, durante a ozonização, a cosmetologista pode executar outros procedimentos na face, pescoço e decote que economizam o tempo do paciente.

O3 Ozônio - limpeza de toxinas:

Para a limpeza do organismo, eliminação de volumosos e toxinas, incluindo toxinas de stress que produzem um efeito negativo sobre o tratamento de pele, e para   complexo tratamento de clareamento da pele, faz parte a limpeza intestinal global. Ao completar este procedimento é recomendado executar a insuflação retal de ozônio, criando assim condições favoráveis para a regeneração da flora intestinal "saudável" e produzindo um efeito benéfico sobre todo o organismo.

Para a correção dos sinais de envelhecimento e cansaço da pele, os métodos de rejuvenescimento da terapia de ozônio na forma de injeções subcutâneas nos locais de localização de rugas e outros locais com desbotamento de pele manifestado (queixo, bochechas, pescoço) podem ser de grande benefício.

Após o procedimento é recomendado a realizar massagem manual -  para distribuição igualitária da mistura do gás ozônio em oxigênio.

A manifestação do efeito rejuvenescedor já é observada após 3-4 procedimentos: o alisamento de rugas finas, um aumento no turgor da pele, uma diminuição da aparência pastosa, a melhoria da cor e do brilho da aparência da face.

Os pacientes relatam uma diminuição no ressecamento da pele, desaparecimento da sensação de constrição da pele, mesmo após a lavagem. Tanto, pacientes como médicos, notam um efeito lifting em áreas submaxilares e queixo. E o que é muito importante: a melhoria do sentimento geral.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

“Um dia descobri que voar alto não é apenas importante, é fundamental !!!” Martin Luther King









SÍNTESE, CARACTERIZAÇÃO E AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DE OZONÍDEOS A PARTIR DE ÓLEOS VEGETAIS

Serviço Público Federal / Ministério da Educação
Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
Centro de Ciências Exatas e Tecnologia
Programa de Pós-graduação – Mestrado em Química
Nathália Rodrigues de Almeida
Orientador: Prof. Dr.Adilson Beatriz
Co-orientador: Eduardo José de Arruda (UFGD)
Campo Grande – 2013

INTRODUÇÃO

Os ácidos graxos são moléculas encontradas naturalmente na forma esterificada com o glicerol. Estas moléculas são os principais constituintes dos óleos e gorduras. A exploração industrial dos óleos e gorduras, tanto para os alimentos e produtos oleoquímicos, baseia-se na modificação química dos grupos carbonila (C=O) e das cadeias insaturadas (C=C) presentes nos ácidos graxos (Figura 1). A cadeia alquílica do ácido graxo é susceptível a oxidação nas ligações duplas carbono-carbono. A oxidação dessas ligações é utilizada para clivar cadeias alquílicas ou para introduzir funcionalidade adicional ao longo da cadeia (SHARIDI, 2005).









Figura 1: Sítios para modificação química na molécula de triaciglicerol - grupos carbonila (C=O) e das cadeias insaturadas (C=C).





Um importante exemplo que tem sido descrito na literatura envolve oxidação de ligações duplas utilizando reações de ozonólise, um método muito efetivo, no qual o ozônio reage completamente com o material de partida (PRYDE, 1960).
Os produtos da reação de ozonólise podem ou não conter oxigênio ativo, ou seja, grupos funcionais peroxídicos no qual são capazes de oxidar o íon iodeto a iodo (BAILEY, 1978). O ozônio reage com as ligações duplas dos ácidos graxos presentes nos óleos vegetais, formando ozonídeos e compostos peroxídicos responsáveis pela atividade antimicrobiana e propriedades estimulantes de regeneração e reparo do tecido (ZANARDI et al., 2008).
As propriedades antimicrobianas de derivados do ozônio como os óleos vegetais ozonizados representam grande interesse farmacêutico para o tratamento de patologias dermatológicas, como infecções de pele, úlceras, feridas crônicas, entre outras (VALACCHI et al., 2005).
A pele é o maior órgão do corpo, indispensável para a vida humana e fundamental para o perfeito funcionamento fisiológico do organismo. Como qualquer outro órgão, fatores patológicos podem causar o desenvolvimento de alterações na sua constituição como, por exemplo, as úlceras de pele, podendo levar à sua incapacidade funcional (MORAIS et al., 2008).

1.3. Ozônio