quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Médicos defendem terapia com ozônio




26/02/2011 - 08h18 - Folha de S.Paulo

CLÁUDIA COLLUCCI DE SÃO PAULO

Uma técnica que usa gás ozônio contra infecções, inflamações e dor está criando polêmica no país. Ao menos 200 médicos estão convencidos da sua eficácia e a aplicam em várias doenças.
Mas o CFM (Conselho Federal de Medicina) e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) argumentam que o método, chamado ozonioterapia, não tem amparo científico e, portanto, não pode ser regulamentado.

Nesta semana, um juiz de São Paulo concedeu liminar autorizando um paciente com câncer de um hospital da capital a receber ozonioterapia no peritônio (membrana que reveste as paredes do abdome), como parte do tratamento contra dor.
Há vários estudos na literatura mundial mostrando a eficácia da ozonioterapia_ embora a maioria não seja controlada e tenha baixo grau de evidência científica. A terapia é reconhecida pelos sistemas de saúde de países como Itália, Espanha, Alemanha, Rússia e Cuba.

Os defensores dizem que o método não prospera no país porque contraria interesses da indústria. "Ozônio não é patenteado. Você não engarrafa e vende na farmácia", diz a médica Emília Serra, diretora da Aboz (Associação Brasileira de Ozonioterapia), que tenta há cinco anos regulamentar a prática no país.

O ozônio medicinal pode ser aplicado na corrente sanguínea na veia ou no reto ou diretamente na pele (para tratar feridas). Ele estimula a circulação e a oxigenação de tecidos, com funções bactericida, anti-inflamatória, imunológica e analgésica, segundo Emília.

No Brasil, várias instituições estão pesquisando a técnica. Em 2010, a Universidade de São Paulo, por exemplo, testou a ozonioterapia em bactérias hospitalares multirresistentes a antibióticos. Com apenas cinco minutos de exposição ao ozônio, dez delas foram eliminadas, inclusive a superbactéria KPC, que atingiu 13 Estados e matou ao menos 20 pessoas.

Segundo o médico imunologista Glacus de Sousa Brito, pesquisador responsável pelo ensaio clínico da USP, outras três linhas de projetos de pesquisa com ozonioterapia estão em andamento.
Uma delas propõe o tratamento de feridas infectadas (pé diabético, por exemplo). A outra vai usar o ozônio para desinfetar ambientes hospitalares. A terceira tratará, com o gás, pessoas com infecção hospitalar.



Editoria de Arte / Folhapress/Editoria de Arte / Folhapress

MINISTÉRIO
No fim do ano passado, a ozonioterapia entrou na pauta do Ministério da Saúde, durante uma audiência pública que recolheu sugestões sobre a incorporação de novas tecnologias no SUS, para o tratamento de feridas.
A Aboz apresentou vários estudos internacionais defendendo que o uso da ozonioterapia poderia reduzir em até 25% os custos do SUS com o tratamento de feridas crônicas e em 80% a taxa de amputação de membros de pacientes com gangrena provocada pelo diabetes.

Folha de S.Paulo

domingo, 1 de setembro de 2013

INFORMAÇÕES QUE A SOCIEDADE EUROPÉIA DE OZONIOTERAPIA

INFORMAÇÕES QUE A SOCIEDADE EUROPÉIA DE OZONIOTERAPIA RECOMENDA SEJAM DADAS AOS PACIENTES
(Traduzida, revisada e acrescida com mais informações pela ABOZ – Associação Brasileira de Ozonioterapia)


O que é Ozônio? O ozônio é um composto químico de três átomos de oxigênio (O3), um composto altamente energético do oxigênio atmosférico normal (O2). Assim, as moléculas destes dois compostos são diferentes na estrutura: Em condições normais, o ozônio é um gás incolor com um odor característico perceptível, por exemplo, após temporais, em altas altitudes ou próximo ao mar. Seu nome é de origem grega, do ozein, “o que emite cheiro”, e foi descoberto em 1840 pelo químico alemão Friedrich Christian Schönbein (1799-1868). Mais perto do nível da terra pode ocorrer na forma de neblina e fumaça, em concentrações de 1 porção de ozônio por 10 milhões de porções do ar, isto é, 0,1 ppm (parte por milhão), o que equivale a 200 μg/m3).
A uma altura de 2.000 metros, entretanto, está muito menos concentrado, geralmente só em torno de 0,03 a 0,04 ppm. Por ser um agente de oxidação extremamente poderoso e um desinfetante altamente eficaz, é também usado em todo o mundo para esterilizar as instalações de tratamento de água que fornecem a água para consumo.

O que é Ozonioterapia (ou Ozonoterapia )? 

É o uso do ozônio para fins medicinais. O ozônio medicinal é sempre uma mistura de ozônio e de oxigênio puro, produzido por um gerador de ozônio (promove uma descarga elétrica entre 13.000 e 15.000 volts nas moléculas de oxigênio, o que possibilita a agregação dos átomos e a formação do gás ozônio). De acordo com sua aplicação, a concentração do ozônio pode variar entre 1 e 100 μg/ml (0,05 a 5% de ozônio). O ozonioterapeuta, um médico especialmente treinado para isso, determina a dosagem completa de acordo com a indicação médica e a condição do paciente.

Propriedades e Efeitos 

O ozônio medicinal tem propriedades altamente bactericidas, fungicidas e antivirais (é virustático). Usado extensamente para desinfetar feridas infectadas, assim como em doenças bacterianas e virais. Sua capacidade de estimular a circulação é usada no tratamento de problemas circulatórios e na revitalização de funções orgânicas de modo geral. Quando administrado em baixas concentrações, o ozônio pode ativar o sistema imunológico do organismo. Como uma resposta a esta ativação  através do ozônio, as células imunes do corpo produzem os mensageiros especiais chamados citoquinas (mediadores importantes como interferon e interleucinas).
Estes informam outras células imunes, provocando uma cadeia de mudanças positivas no sistema imune, que se torna mais capaz de resistir a doenças. Isto significa que aplicação do ozônio medicinal é extremamente útil para a ativação imunológica em pacientes com um status imune baixo e/ou imunodeficientes. Estas pequenas quantidades de ozônio são aplicadas ao sangue do paciente, num processo que é chamado “auto-hemoterapia” (tratamento externo do sangue do paciente antes da reinfusão). Desta forma são ativados os sistemas antioxidantes e removedores de radicais livres (“scavengers”) do próprio corpo. Assim torna-se possível compreender o motivo do ozônio ser usado nas doenças que envolvem inflamações crônicas.                 
  

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

O ozônio médico é indicado para

 
Ozônio – O3


Aplicação do ozônio medicinal é extremamente útil para a ativação imunológica em pacientes com um status imune baixo e/ou imunodeficientes. Estas pequenas quantidades de ozônio são aplicadas ao sangue do paciente, num processo que é chamado “auto-hemoterapia” (tratamento externo do sangue do paciente antes da reinfusão). Desta forma são ativados os sistemas antioxidantes e removedores de radicais livres (“scavengers”) do próprio corpo. Assim torna-se possível compreender o motivo do ozônio ser usadonas doenças que envolvem inflamações crônicas.


Indicações:
O ozônio médico é indicado para:

·    Tratamento de problemas circulatórios e também na área da geriatria.
·    Tratamento das doenças provocadas por vírus, tais como hepatites e herpes.
·    Tratamento de feridas infectadas, inflamadas, mal curadas e de processos inflamatórios crônicos, tais como úlceras nas pernas, colites e outras inflamações intestinais, além de queimaduras.
·   Como terapia complementar em vários tipos de câncer, o ozônio é aplicado para a imunoativação geral, em dosagens baixas, na forma de “Autohemoterapia Maior” (ou Grande Auto-hemoterapia, GAHT) na qual o sangue é reinfundido por via endovenosa, ou de “Auto-hemoterapia Menor” (ou Pequena Auto-hemoterapia, PAHT), na qual o sangue ozonizado é injetado via intramuscular.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Formas de Aplicação do Ozonio




Muitas décadas da experiência e estudos clínicos recentes mostraram que os seguintes cinco métodos da aplicação são válidos para o ozônio :

Auto-hemoterapia Maior - GAHT (tratamento externo do sangue do paciente, seguido de reinfusão por via endovenosa). Utilizada em geriatria, para revitalização em geral (útil especialmente para atletas), no tratamento de problemas circulatórios e de
doenças provocadas por vírus e condições relacionadas à resposta imune em geral. Por este método, 50 a 100 ml de sangue do paciente são retirados na maneira normal, enriquecida externamente com uma quantidade exata definida da mistura gasosa oxigênio-ozônio, com material e os recipientes estéreis e descartáveis. O ozônio reage completamente e imediatamente com substâncias específicas que compõem as células vermelhas e brancas do sangue, e desse modo ativa o seu metabolismo. É este sangue ativado (não mais o ozônio ou o oxigênio ! ) que é reinfundido imediatamente no paciente, usando-se para isso um equipo de transfusão (frasco de vidro com vácuo).


A insuflação retal do ozônio não é tão inconveniente ou desagradável quanto possa parecer. De fato, o paciente não sente desconforto, porque a mistura gasosa oxigênioozônio é absorvido diretamente pela mucosa intestinal em frações de segundos. Além disso, o tubo de inserção (sonda retal) é descartável e lubrificado, o que torna o métodototalmente higiênico e prático. Este método é indicado primeiramente para condições inflamatórias do intestino, mas está encontrando uso crescente para processos gerais de revitalização, em substituição à Grande Auto-hemoterapia, em pacientes com veias difíceis e crianças. Previamente ao ciclo de aplicações da insuflação retal (entre 10 a 20), é útil a realização de enemas de café, que promovem a limpeza da mucosa do reto (última porção do intestino), facilitando a absorção da mistura gasosa oxigênio-ozônio, além de ajudar na desintoxicação de fígado e rins.

Auto-hemoterapia Menor - PAHT É uma aplicação, através da via intramuscular, de 5 a 10 ml de sangue ozonizado. Pode ser usada em doenças alérgicas, acne ou de maneira geral para melhorar a resistência inerente do organismo.

O tratamento tópico com ozônio (bolsa, bag, touca) requer um sistema fechado de circulação da mistura gasosa. Uma parte do corpo, por exemplo uma perna, é colocada dentro de um saco plástico transparente, feito de material ozônio-resistente, cujas bordas são vedadas junto à pele. A parte do corpo a ser tratada deve ser previamente umedecida com água, porque o ozônio age menos em áreas secas. Em seguida, o ar é retirado de dentro do saco plástico, e a mistura oxigênio-ozônio é injetada.
Após 10 a 20 minutos o ozônio é aspirado para fora do saco plástico, e este é retirado do paciente. Este método é altamente eficaz para tratar úlceras, escaras, feridas abertas, lesões pós-operatórias, herpes, áreas infectadas, queda de cabelo, dentre outras lesões.

A insuflação vaginal de ozônio é uma forma de aplicação tópica da mistura gasosa, realizada por meio de uma sonda plástica. É um procedimento indolor, indicado em casos de infecções vaginais (corrimento), em especial as candidíases de repetição. A lavagem
prévia com água bidestilada ozonizada potencializa o efeito da mistura gasosa oxigênioozônio.

Água ozonizada e azeite ozonizado O uso da água bidestilada ozonizada tem sido demonstrado como altamente interessante na odontologia, principalmente no tratamento de canais dentários e de afecções da gengiva. Á água ozonizada bidestilada é também utilizada no tratamento de queimaduras. O azeite ozonizado tem sido aplicado no tratamento tópico de úlceras, feridas, escaras e dermatites, com bons resultados. Usamse principalmente o azeite de oliva e o óleo de sementes de girassol. É segura a inalação de azeite ozonizado (e não da mistura gasosa oxigênio-ozônio), pois as triozonides de trioleína presentes na sua composição, exercem efeito anti-inflamatório e mucolítico, muito útil em processos infecciosos de vias aéreas superiores.


Na injeção intra-articular de ozônio, este é injetado diretamente dentro do espaço articular da articulação afetada. Este procedimento requer treinamento especial do
médico, e é utilizado em muitos consultórios de ortopedia. É indicado em artrites, artroses e rigidez articular. Com a injeção intra-discal, realizada por neurocirurgiões e ortopedistas treinados, é possível tratar um grande número de hérnias de disco, evitando
cirurgias maiores.

A injeção subcutânea de ozônio pode ser utilizada com dois objetivos: analgesia (alívio de dores agudas e crônicas, hérnia de disco) e fins estéticos (celulite, gordura localizada, flacidez, escleroterapia de microvarizes, olheiras, rugas de expressão, queda
de cabelo, manchas de pele, cicatrizes hipertróficas, quelóides, nódulos de gordura (lipomas), dermatites, para revitalização facial e no pós-operatório de cirurgias plásticas reparadoras ou estéticas.

A sauna com ozônio apresenta vários benefícios, principalmente como adjuvante na eliminação de toxinas.Também tem efeito relaxante muscular (aumenta a flexibilidade), melhora a circulação sanguínea, promove vasodilatação dos vasos de menor calibre (o que ajuda a aliviar dores e otimiza a cicatrização), auxilia na eliminação de infecções secundárias e acelera o metabolismo (perda de 200-450 calorias em sessão de 20 minutos).

O banho com ozônio (hidrozonoterapia) promove drenagem linfática, absorção transcutânea de oxigênio, tem efeito relaxante (em geral e muscular) e faz prevenção de fibrose, infecção e pigmentação. Jatos de ozônio (387-600 jatos), com intensidade variável, em água morna, com duração entre 5 a 25 minutos. Está indicado em pré- e pós-operatório de cirurgia plástica, celulite, estagnação linfática e circulatória, queimaduras, revitalização, estresse, micoses e para preparo de atletas (antes e após competições).