sexta-feira, 19 de junho de 2015

Você sabia que os óleos ozonizados e o ozônio são produtos eficazes no tratamento de feridas e na cicatrização de lesões de difícil tratamento em pacientes que não tiveram sucesso por utilização de tratamentos tradicionais e medicamentos convencionais que estão disponíveis no mercado?




SÍNTESE, CARACTERIZAÇÃO E AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DE OZONÍDEOS A PARTIR DE ÓLEOS VEGETAIS
Nathália Rodrigues de Almeida
Óleos Ozonizados – trecho do PDF original 
Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
Centro de Ciências Exatas e Tecnologia Programa de Pós-graduação – Mestrado em Química) 

A literatura científica relata que os óleos ozonizados e o ozônio são produtos eficazes no tratamento de feridas e na cicatrização de lesões de difícil tratamento em pacientes que não tiveram sucesso por utilização de tratamentos tradicionais e medicamentos convencionais que estão disponíveis no mercado (MARTINEZ - SANCHEZ et al, 2012).

O óleo de girassol ozonizado (OLEOZON®), desenvolvido pelo Centro Nacional de Investigações Cientificas em Cuba foi o primeiro óleo vegetal ozonizado registrado como medicamento com finalidades terapêuticas para uso tópico e oral. Ensaios toxicológicos in vivo mostraram que o OLEOZON®, com índice de peróxido de 506 mg/ml apresentou IC50 _ 2000 mg/kg de peso corporal e a aplicação dérmica com dose única de 2000 mg/kg em ratas, não produziu letalidade e os resultados dos testes bioquímicos indicaram que não ocorrem eventos tóxicos a nível sistêmico (SANCHEZ et al, 1997; PÉREZ et al, 2000).

Estudos em modelos de animais mostraram que após sete dias de tratamento com azeite de oliva ozonizado foi possível observar uma diminuição significativa na área da ferida. As lâminas histológicas, coradas com corante tricromo de Masson, após sete dias revelaram aumento na intensidade da coloração das fibras de colágeno e fibroblastos nas bordas e no leito da ferida, em comparação com o grupo óleo. Os resultados indicaram que o óleo ozonizado age na síntese de colágeno e na proliferação de fibroblastos durante a formação do tecido de granulação, no recrutamento de células inflamatórias durante a fase da inflamação e remodelação precoce do tecido de cicatrização de feridas (KIM et al., 2009).

As atividades biológicas dos produtos da reação de ozonólise são conhecidas há muito tempo. Patentes publicadas há aproximadamente 100 anos relatam o emprego terapêutico dos compostos oxigenados obtidos a partir da reação do ozônio com moléculas orgânicas. A patente US Pat. No.925,509, aceita em 1909, relata a produção de um novo medicamento para doenças do sangue e do trato respiratório, a invenção consiste no contato de um agente oxidante, o ozônio, com o hidrocarboneto de um grupo terpênico na ausência de água, o produto resultante é administrado na forma de inalação (NEEL, 1909).

A primeira patente que relata o processo de ozonização de um óleo vegetal foi aceita em 1911 (TWOMBLY, 1911), de acordo com a invenção o óleo de coco foi ozonizado sem uso de solventes, a uma temperatura superior a 28 °C, até a saturação. O composto pode ser aplicado em tecido humano com finalidade terapêutica e profilática, principalmente no tratamento de infecções nasais.

O óleo de girassol ozonizado possui um amplo espectro antimicrobiano, com atividade inibitória e letal em bactérias gram-positivas e gram-negativas. Fungos do gênero Cândida e protozoários como Giardia lamblia (DÍAZ et al., 2006).

Considerando as propriedades antimicrobianas dos óleos vegetais ozonizados, a literatura de patentes relata a sua utilização para o tratamento de doenças infecciosas como: dermatites, acne, úlceras, escaras, queimaduras e outras lesões de pele (DEVILLEZ, 1984; DEVILLEZ, 1986; TWOMBLY, 1911; MOLAREDA, 2001); além do tratamento da asma (NEEL, 1909), uso como laxante e no tratamento infecções intestinais, contra microrganismos patógenos do intestino (KNOX, 1917), úlceras gastroduodenais (MOLAREDA, 2001) e no tratamento da infecção por Giardia lamblia (MIRABAL, 2002). Recentemente foi descrito sua utilização para o tratamento de infecções provocadas por oxiúros, herpes simples genital, vírus do papiloma humano (HPV) e fungos, como exemplo encontra-se microrganismos do gênero Cândida (MIRABAL, 2003).

Devido à eficácia no tratamento de feridas, ulceras e lesões de pele, os óleos vegetais ozonizados despertaram interesse no grupo de pesquisadores do Laboratório de Síntese e Transformações de Moléculas Orgânicas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Sintmol-UFMS).
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sábado, 16 de maio de 2015

LIVRE-SE DO ACNE DEFINITIVAMENTE

www.ozoneoil.com.br
No caso de Acnes e Espinhas a utilização de medicamentos de efeitos locais que são aplicados diretamente nas áreas de problema da pele, nem sempre são eficazes. Acne é uma consequência de várias doenças no corpo, o que nem sempre é possível eliminar. 
  
Mas não se desespere!
Há um método comprovado livre de drogas que é capaz de restaurar a saúde e beleza da sua pele.Este método é chamado de Ozonioterapia.
É perfeito, indolor, altamente eficaz e sem  contra-indicações.
O ozônio é feito no laboratório da mesma forma como na natureza: com descarga elétrica.  
A produção do ozônio é usada com sucesso em cosméticos: para o tratamento de celulite, obesidade, acne, rosácea, varizes, telangiectasias, veias varicosas, estrias, e  mais. A característica diferenciada deste método é que o ozônio cura não só a área da pele onde é introduzido, mas todo o corpo.Especificamente para o tratamento da acne, a ozônio terapia é utilizada pelas suas propriedade de  desinfecção e germicida, alem do fato que  cura e alivia a inflamação.não esquecendo tambem que reduz a atividade das glândulas sebáceas e por isto tem propriedade lipolítica,
 
A Ozonioterapia estimula a microcirculação de substâncias nutricionais e a melhoria nas células, aumentando a plasticidade dos eritrócitos.
.Como se trata com Ozônio.problemas de pele, entre outros a Acne, assunto desta matéria?   Agora a resposta de um milhão de dólares para os leitores que sofrem com  acne .....
O método mais prático é a aplicação do Óleo Ozonizado o segundo seria a agua ozonizada em em casos graves onde os dois métodos acima não eliminaram os sintomas ir a um médico e receber micro-injeção com gás de ozônio nas zonas de espinhas ou acne.
Em relação à eliminação completa do problema o tratamento leval geralmente entre 7 a 15 sessões.Com a aplicação do óleo as espinhas fque aparecem durante o dia e não deixam cicatrizes na pele.
Em casos particularmente graves, juntamente com a ozonioterapia utiliza-se a                                     mesoterapia. Este método - Mesoterapia - é a administração de baixas doses de medicação sob a pele usando agulhas finas. Após este procedimento resta praticamente nenhum vestígio. 
Este método também é amplamente utilizado em produtos cosméticos, e em conjunto com a terapia de ozonio dá excelentes resultados!!!

quinta-feira, 16 de abril de 2015

PARA VOCÊ QUE DÁ VALOR À BELEZA COM SAÚDE, NÃO DEIXE DE EXPERIMENTAR O OXIGÊNIO ATIVO!



Ozônio é um potente vasodilatador e melhora a curva de dissociação da hemoglobina com o oxigênio, ou seja, faz com que a hemoglobina (celulas responsáveis pela entrega de oxigênio para os tecidos)  fique mais tempo com o oxigênio, circulando por um maior número de vasos, melhorando a oxigenação dos tecidos e órgãos. O Ozônio também ativa o metabolismo da hemácia, fazendo com que ela circule melhor pelas artérias de pequenas artérias, facilitando, com isso a circulação do sangue e a melhora na cicatrização das feridas.

ÓLEOS OZONIZADOS (OXIIGÊNIO ATIVO) PODEM SER UTILIZADOS PARA AUXILIAR COM :

• Acne

• Herpes Simplex

• Eczema

• Inflamação dos gânglios nervosos

• Psoríase

• Queimaduras / Queimaduras de sol

• Assaduras

• Inseto / picadas de aranha
• Rugas

• Pé de Atleta

• cortes / feridas / escaras

• Infecções Bacterianas

• Impetigo

• Gengivite

• manchas de idade

 Hemorróidas



SAIBA COMO OS ÓLEOS OZONIZADOS FORAM DESCOBERTOS
 E COMEÇARAM A SER UTILIZADOS PELOS MÉDICOS.

Os Óleos Ozonizados (OXITIGENIO ATIVO) não são uma nova tendência. Eles têm sido utilizados por mais tempo do que o próprio gás ozônio e os purificadores de água.

Na verdade, os médicos descobriram os Óleos Ozonizados acidentalmente, no início de 1900, durante a administração de tratamentos de tuberculose.

Eles descobriram que o ozônio se transforma em um gel quando é continuamente borbulhado através do óleo. Com essa descoberta, os médicos começaram a tratar uma variedade de doenças da pele com o azeite ozonizado, cuja popularidade floresceu até meados de 1900. Com o advento de novos antibióticos e medicamentos, os remédios naturais foram forçados ao subsolo.

No nosso século, com a volta da tendencia da utilização de produtos naturais que eliminam os efeitos colaterais, o emprego do Óleo Ozonizado volta e certamente começa a subir na preferencia dos médicos e pública. Por este motvio, hoje em dia, ele pode ser encontrado em hospitais, clínicas e farmácias em todo o mundo.


Gel ou líquido?

Os estados gel e líquido diferem na quantidade de oxigênio e ozônio que eles contêm. Gel de azeite ozonizado é ozonizado durante um processo de vários dias até atingir a consistência de gel e, por consequência, é mais concentrado, enquanto o azeite ozonizado líquido é de menor concentração. O gel de azeite também tem uma fórmula de liberação de tempo natural que hidrata e cura de até 12 horas após a aplicação e é mais indicado para uso local. Enquanto o Óleo Ozonizado é indicado para a aplicação sobre o corpo inteiro, mantendo a saúde e beleza da pele.

Como usar
O azeite ozonizado mantém suas propriedades por dois anos, quando armazenado em temperatura ambiente e dura até 10 anos, quando refrigerado. O Óleo Ozonizado é um produto antibacteriana superior que mata as bactérias infecciosas, vírus, parasitas e venenos. É uma alternativa preferível aos antibióticos, pois é imune a resistência e é tão potente na centésima aplicação quanto é na primeira.


O ÓLEO DE OLIVA

Azeite de Oliva ozonizado é uma substância surpreendente, usada para curar feridas que de outra forma não cicatrizam. São inúmeras as histórias de pacientes incapazes de curar feridas com antibióticos tópicos e IV, finalmente capaz de curar as suas feridas com aplicação tópica de azeite de oliva ozonizado. O segredo é que ele não só mata as bactérias, fungos e outros agentes patogénicos, assim, de esterilização a ferida, mas também faz o que nenhum antibiótico poderia fazer- estimula o processo de cicatrização.


O ÓLEO DE GIRASSOL

O óleo de girassol é calmante e hidratante. Tem sido usado há anos na cosmética, áreas médicas e frequentemente usado por pessoas com acne, inflamação, vermelhidão e irritações da pele.

O óleo de girassol é rico em vitamina E, que pode ser crucial para a prevenção de danos de UV e cicatrização, bem como reduzir o aparecimento de rugas. Também inclui a vitamina A e betacaroteno.

Quando o óleo de girassol orgânico é infundido com oxigênio ativo (ozônio), torna-se um gel que é absorvido facilmente pela pele.

Os óleos ozonizados são feitos por aborbulhamento de alta qualidade: ozônio altamente concentrado em óleo orgânico. Ao em vez de ar ambiente, é usado oxigénio médico para evitar a formação de óxidos de azoto. A alta qualidade do óleo é preservada durante o processo de ozonização, usando geradores de ozônio plasma frio de alta qualidade, de forma que nenhum calor é produzido. O resultado é o óleo orgânico ozonizado mais fresco e mais puro disponível.

Os benefícios do óleo de girassol

·  Pele e alisamento do cabelo: Óleo de girassol pode alisar o cabelo, a pele e ajudar a reter a umidade por mais benefícios.
·  Hipoalergênico: É seguro para uso na maioria dos tipos de pele.
· Ajuda Beleza: Usado por muitos anos como anti-envelhecimento e anti-rugas.

Óleo de girassol ozonizado tem ação antimicrobiana

·  O efeito antimicrobiano do óleo de girassol ozonizado em diferentes espécies bacterianas isoladas, como estafilococos, estreptococos, enterococos, Pseudomonas e Escherichia coli, mostrou uma valiosa atividade antimicrobiana contra todos os microrganismos.
·  Um estudo feito por pesquisadores da Clínica Central Cira García, de Cuba, com 320 pacientes com micose ou vulvovaginite constatou a eficiência do óleo comparado a medicamentos tradicionais, como nistatina.

O ÓLEO DE COCO

O óleo de coco tem consistência dura quando refrigerado, semi rígido à temperatura ambiente, e líquido acima de 25 º C. É rico em suas capacidades hidratantes, com ótima absorção e sua textura é muito agradável. Este produto soma as qualidades hidratantes, de rejuvenescimento, anti bactericidas, anti fungicidas, anti viróticas e cicatrizantes que os óleos ozonizados possuem às qualidades muito conhecidas pelo público do óleo de coco como ser ótimo para a pele seca, ter um cheiro muito bom e inúmeros benefícios para o cabelo. Para os cabelos é um poderoso hidratante que age na porção interna do fio, reconstruindo-o e fortalecendo-o.

Pode se observar que em temperatura ambiente o óleo tem a consistência parecida a manteiga de cacau, dissolve ao contato com o calor do corpo e portanto ao toque. Para utiliza-lo basta passar o dedo na pasta que ela dissolverá e com a quantidade que ficar nos dedos será o suficiente para massagear a área a ser aplicada.


IMPORTANTE:
O conteúdo deste site é para fins de referência e não se destina a substituir o conselho dado por um médico, farmacêutico ou outro profissional de saúde licenciado. Você não deve usar estas informações como de autodiagnostico ou para tratar um problema de saúde ou doença. Contate um profissional na área de cuidados de saúde imediatamente se você suspeitar que você tem um problema médico. Informações e declarações neste site não são destinadas a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença ou condição de saúde.
Os óleos e produtos Ozone não são para tratamento terapêutico ou médico e a ozonioterapia como tratamento terapêutico/médico deve ser indicada e acompanhada por um médico especialista responsável.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Dicas para sua saúde diária!

Os Óleos Ozonizados (OXIGÊNIO ATIVO)


É da união de três átomos de oxigênio que se obtém o ozônio, gás que, além de proteger o planeta Terra da ira cintilante dos raios ultravioleta emitidos pelo sol, vem ajudando a Medicina a combater doenças.

A Ozonioterapia é uma técnica que utiliza o ozônio como agente terapêutico no tratamento de um grande número de patologias. Seu emprego visa a melhorar a circulação sangüínea, reduzir o colesterol, ajudar na cicatrização de feridas e oxidar toxinas, sendo também aplicado no tratamento da dor crônica.

Como é feito Óleo Ozonizado? 
O azeite ozonizado é processado com o gás ozônio, altamente concentrado e feito de oxigênio médico, através do azeite prensado a frio e extra virgem. O gás ozônio, altamente reativo, converte o óleo em uma pomada medicinal estável. 

A técnica parece simples, mas se o óleo é processado em um gerador de descarga coronal barato, ele perde suas propriedades antibacterianas e de cura.



sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

FIQUE POR DENTRO - Aplicações do ozônio

DOR
07.06.2008
Ana Cecília Soares
Especial para o Viva-Diário do Nordeste

Técnica é empregada no tratamento de hérnia de disco, neuralgias e fibromialgia.

É da união de três átomos de oxigênio que se obtém o ozônio, gás que, além de proteger o planeta Terra da ira cintilante dos raios ultravioleta emitidos pelo sol, vem ajudando a Medicina a combater doenças.

A Ozonioterapia é uma técnica que utiliza o ozônio como agente terapêutico no tratamento de um grande número de patologias. Seu emprego visa a melhorar a circulação sangüínea, reduzir o colesterol, ajudar na cicatrização de feridas e oxidar toxinas, sendo também aplicado no tratamento da dor crônica.

Durante o último encontro ´Sábado da Dor´, realizado no dia 31 de maio, em Fortaleza, o acupunturista e médico especialista no tratamento da dor, Dr. Cláudio Gimenes, apresentou à comunidade médica local estudos sobre os efeitos do ozônio no corpo humano e como podem melhorar quadros dolorosos.

Aplicações
O ozônio, ao reagir com os tecidos corporais, forma substâncias que estimulam todo o sistema antioxidante, promovem uma grande liberação de oxigênio para as células. Também tem efeitos analgésico e antiinflamatório que aceleram a cicatrização das lesões´, comenta o médico.

No caso específico da dor crônica, Dr. Cláudio Gimenes informa que o ozônio está sendo utilizado com bons resultados no tratamento de dores causadas por hérnias de disco, inflamações crônicas, neuralgias, fibromialgia, dentre outras enfermidades.

Por ter poucas contra-indicações e efeitos colaterais, quando realizada de forma correta, a ozonioterapia permite, muitas vezes, a redução da dosagem dos medicamentos adotados para reduzir a dor. É importante ressaltar que a técnica não tem a finalidade de substituir o uso de opióides, sendo considerada como mais uma contribuição ao arsenal terapêutico médico.

Pesquisas
Embora empregado já há alguns anos, só agora a ozonioterapia vem conquistando espaço na medicina convencional. Atualmente, cerca de dez mil médicos europeus utilizam este recurso no tratamento de seus pacientes. Diversas universidades europeias, assim como a de Cuba e a da China, começaram a investigar os efeitos do ozônio no organismo, promovendo pesquisas controladas sobre a eficácia do método.

De acordo com Dr. Cláudio Gimenes, vários trabalhos sobre o tema vêm sendo desenvolvidos em universidades brasileiras. Além disso, podem ser encontrados projetos em andamento sobre a utilização da ozonioterapia na rede pública de algumas cidades.

O médico chama atenção para o fato de o tratamento ser acessível, principalmente se olharmos a economia que poderemos ter ao compará-lo aos tratamentos tradicionais. 

A ozonioterapia diminui o tempo de tratamento de várias doenças e, além disso, diminui o uso total de medicamentos, o que leva a uma redução dos efeitos colaterais e a uma maior qualidade de vida dos pacientes, o que é realmente o mais importante´, ressalta.
A técnica tem servido, ainda, para fortalecer o sistema imunológico e resguardá-lo dos efeitos nocivos provocados pelos radicais livres. Mas, conforme os estudos mais avançados, a ozonioterapia está mais relacionada à área odontológica, às doenças infecciosas, às arteriais periféricas e ao tratamento de feridas.

A ozonioterapia pode ser feita de várias maneiras, incluindo a aplicação tópica de óleos ozonizados, a insuflação de gás em regiões corporais doentes e a injeção de mistura oxigênio- ozônio em pontos dolorosos. ´É importante que seja realizada uma avaliação criteriosa do paciente, pois o tratamento só terá sucesso se bem conduzido por um médico experiente na técnica. Como as aplicações são variadas, não posso falar de tempo de duração ou freqüência, pois cada caso é um caso´, declara Dr. Cláudio.

Pesquisas
No Brasil, a prática não é recente. O início aconteceu em 1975 e passou a ter mais adeptos durante a década de 1980, quando começou a atrair o interesse de algumas universidades. Embora os benefícios sejam incontestáveis, o tratamento com a ozonioterapia ainda está disponível em poucos hospitais e clínicas brasileiras, principalmente em alguns centros na região Sudeste.
Em Cajamar, por exemplo, na Grande São Paulo, há um requerimento aprovado na Câmara Municipal determinando que a prefeitura passe a oferecer o serviço nos postos de saúde do município. A Prefeitura de Nova Lima, em Belo Horizonte, também vem desenvolvendo projetos visando à aplicação da ozonioterapia.
Fundada em 2006, a Associação Brasileira de Ozonioterapia (Aboz) foi criada a partir da necessidade de legalizar a prática de forma consciente e ética. Outra meta é a informação e a capacitação, tendo como base as experiências realizadas no Brasil e no exterior.
São objetivos da Aboz: promover o ensino e a pesquisa nos diversos setores; realizar e estimular campanhas educativas; participar de campanhas que envolvam a ozonioterapia; colaborar com os poderes públicos e instituições relacionadas ao uso da ozonioterapia.



domingo, 4 de janeiro de 2015

O CONHECIMENTO DE PROFISSIONAIS DA ENFERMAGEM SOBRE OZONIOTERAPIA TÓPICA EM FERIDAS




XII INIC / VIII EPG - UNIVAP 2008
Sofia Aparecida da Silva, Ana Lúcia Costa Silva, Ana de Lourdes Corrêa
Universidade do Vale do Paraíba / Faculdade de Ciências da Saúde

Resumo 
O ozônio, substância gasosa presente na atmosfera terrestre, pode ser obtido artificialmente a partir de um ozonizador, ligado a uma fonte de O2 medicinal e a energia elétrica. Atualmente, substâncias ozonizadas vêm sendo utilizadas no tratamento de feridas crônicas e agudas. O presente estudo, de natureza quantitativa, foi realizado com 67 profissionais da enfermagem de um hospital de médio porte do interior paulista e objetivou levantar o nível de conhecimento de tais profissionais sobre o uso de produtos ozonizados em tratamento de feridas. Concluiu-se, após analise dos resultados, que as feridas mais tratadas pelos voluntários são: suturas cirúrgicas, deiscências cirúrgicas e úlceras por pressão. Os produtos mais usados nas coberturas de feridas pelos voluntários são: papaína, ácido graxo essencial e hidrocolóide.

Dentre os voluntários, 09 afirmam conhecer a água ozonizada, 01 o creme ozonizado e nenhum dos 67 voluntários conhece o óleo ozonizado ou a aplicação do gás ozônio em bags. As autoras acreditam que os enfermeiros devem pesquisar mais a fundo o assunto, já que o uso do gás ozônio como algo benéfico ao ser humano vem sendo estudado por inúmeros pesquisadores, em diversas áreas de atuação.

Introdução
Durante o período de estágios supervisionados no curso de enfermagem da Universidade do Vale do Paraíba, pudemos observar que é grande a gama de opções existente no mercado para o tratamento de feridas. É sabido que os produtos apresentados na forma de óleos, géis, cremes, pomadas, placas, entre outros, foram antes estudados, testados e aprovados, para depois serem comercializados.
Portanto, a nosso ver, a ozonioterapia tópica, objeto de pesquisa do presente estudo, antes de ser aprovada ou reprovada pelos usuários e profissionais que dela poderão fazer uso, merece maior atenção por parte dos pesquisadores, dos quais muitos já estão se dedicando a tal assunto. Quando falamos em ferida, referirmos-nos a algo que ultrapassa a simples definição da perda da solução de continuidade da pele, maior órgão de nosso corpo. Nossa pele, como uma grande barreira, nos protege contra micro organismos infecciosos e traumas; sintetiza a vitamina D pela exposição aos raios ultravioletas; colabora em nossa adaptação ao meio ambiente através das terminações nervosas especializadas que possui para o tato, temperatura e pressão. Ao discorrermos sobre ferida, não falamos apenas sobre uma agressão à pele ou seus anexos, mas em algo que também pode fragilizar o emocional e que, muitas vezes, incapacita, como uma queimadura, uma ferida crônica, uma ferida traumática que, além da lesão física, pode deixar a seqüela, a lembrança da dor, da perda. Desde a pré-história, há relatos da preocupação do homem com o tratamento de feridas, o que podemos observar pelos legados relacionados a cataplasmas de folhas, emplastos de ervas e mel, banha de origem animal, cinzas, incenso, mirra e álcool (ERHART, 1992; CANDIDO, 2001; JORGE; DANTAS, 2003).


A ozonioterapia é uma modalidade de tratamento não tóxica, que consiste no uso do ozônio como principio ativo, na forma de gás ou veiculada em água ou óleo. O ozônio, cuja denominação tem origem grega (ozein que significa odorar), é uma substância gasosa normalmente presente na atmosfera terrestre, proveniente da ação das radiações ultravioleta sobre o oxigênio. Foi descoberto em 1785, pelo Holandês M. Van Marum, por meio do cheiro característico ao estudar o fenômeno de uma estimulação de um campo elétrico. Porém, só 55 anos depois (1840), que o químico alemão Christian Friedrich Schonbein o sintetiza, identifica e evidencia sua ação ao observar pela primeira vez que sua ação foi evidenciada ao associar o odor produzido por descargas elétricas atmosféricas, como expelido pelo gás formado pela eletólise da água (BULIES, 2005). Em 1857 , Von Siemens estimulando um arco voltaico consegue produzir o ozônio artificial, criando o primeiro gerador de ozônio. Seu uso terapêutico na limpeza de feridas se inicia no período da 1ª Guerra Mundial (1915 y 1918) pelo médico alemão, R. Wolf que observou sua ação bactericida KUNZ et al, 1999; BULIES, 2005).

Atualmente a ozonoterapia é bastante utilizada em países como Alemanha, Cuba, Espanha, Itália e Suíça. Topicamente, o ozônio pode ser usado na forma de gás, veiculada em água e óleo. Seu alto poder oxidante confere grande ação microbicida (bactérias, vírus e fungos). Em pequena concentração, é indutor de neovascularização e proliferação tecidual (CANDIDO 2001; MACEDO; CARDOSO, 2005).

As características químicas do ozônio determinam ser ele um gaz incolor, instável e de odor pungente, sendo um oxigênio triatômico. Seu potencial de oxigenação (V) é de 2,07,este o faz altamente oxidante em comparação com outros agentes, conferindo-lhe a propriedade de reagir com inúmeros e variados compostos orgânicos e inorgânicos, devendo ser gerado O ozônio é a forma triatômica do oxigênio; apresenta-se como um gás incolor e de odor pungente, sendo altamente oxidante quando comparado in situ. São vários os processos de obtenção do ozônio, porém, o mais amplamente utilizado „ é o método de descarga por efeito corona. Através de tal método, o ozônio é gerado a partir da passagem de oxigênio medicinal puro entre eletrodos submetidos a uma corrente elétrica de aproximadamente 10.000V“. Os sistemas de ozonização desse tipo permitem a produção de ozônio de 3 diferentes níveis. Os tubos usados no sistema são compostos de polietileno ou silicone, materiais estes que são inertes a ação química do ozônio (KUNZ, et al., 1999).
A água ozonizada pode ser utilizada diretamente na ferida, sendo indicada para tratamento de infecções locais, ulceras, micoses, herpes, queimaduras superficiais, lavagem de cavidade no intra-operatório, além de ter ação desinfetante e auxiliar no alivio de dor na ação anti inflamatória (BULIES, 2005; OLIVEIRA, 2007).

O óleo ozonizado, possivelmente por sua ação tóxica sobre proteínas de membranas bacterianas, tem se mostrado eficiente bactericida em feridas infectadas. A ozonioterapia tópica através de “bags” geralmente é fácil quando a ferida encontra-se em membros inferiores e, neste caso, o membro é envolto com um saco plástico sendo que dentro do mesmo o gás ozônio é liberado (OLIVEIRA, 2007).
Pereira et al.(2005), realizaram importante estudo com o gás ozonizado. Os autores criaram um modelo experimental in vitro para estudar, de forma isolada e controlada, o efeito direto dos gases ozônio, dióxido de carbono e hélio sobre o crescimento bacteriano, usando semeaduras de três cepas de Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus, as quais foram expostas por 1 hora sob os fluxos dos gases e pressão constantes em 2L/m e 11 mmHg, respectivamente. Após vinte e quatro horas em estufa, o ozônio promoveu esterilização de 100% dos laminocultivos, sendo que os demais gases não alteraram significativamente nenhuma das cultura, o que permitiu aos autores concluir ter o ozônio capacidade bactericida superior aos demais gases estudados. Cândido (2001) vem corroborar afirmando que o gás ozônio, em virtude de sua ação bactericida, foi utilizado no tratamento de feridas na Primeira Guerra Mundial e, desde então, tem sido amplamente difundido, com indicações em várias patologias, tais como: infecções subcutâneas, intramusculares e intra articulares. A ABOZ (2008) ressalta que a ozonioterapia é um procedimento de baixo custo e baixo risco, sendo uma terapia natural com poucas contra indicações e efeitos colaterais para o paciente.

Objetivo
Levantar o conhecimento de profissionais da enfermagem sobre a ozonioterapia tópica no tratamento de feridas.

Metodologia
Estudo de caráter descritivo exploratório, abordagem quantitativa, realizado mediante o instrumento de coleta um questionário. A pesquisa foi realizada após aprovação do CEP da Universidade do Vale do Paraíba. Participaram da pesquisa 67 profissionais da enfermagem que responderam ao questionário após assinarem o termo de consentimento livre e esclarecido. A pesquisa foi realizada, no período do mês de março a abril de 2008, nas unidades de clinica médica, clinica cirúrgica e unidade de terapia intensiva adulto de um hospital de médio porte do interior paulista. Para embasar cientificamente o estudo, foram utilizados livros voltados à área da saúde de modo geral, bem como artigos sobre gás ozônio e ozonioterapia, levantados nas bases de dados eletrônicas LILACS e SCIELO.

Resultados
Dos 67 (100%) voluntários que participaram da pesquisa, 64 (95,52%) eram do sexo feminino e 03 (4,48%) masculino. Em relação ao nível de formação profissional, 08 (11,94%) eram enfermeiros, 14 2,09% técnicos de enfermagem e 45 (67,16% auxiliares de enfermagem).
Mesmo já sendo descrito em literatura, o uso de produto ozonizado no tratamento de feridas ainda é pouquíssimo conhecido pelos voluntários da pesquisa. Somente 09 (13,43%) afirmam conhecer a água ozonizada, enquanto 01(1,49%) conhece o creme ozonizado e nenhum dos 67 (100%) conhece o óleo ozonizado ou o tratamento através de gás ozônio em bags. Durante o presente estudo, observou-se grande curiosidade por parte dos voluntários em relação ao tema do mesmo. Conforme citado por Pereira et al. (2005) o ozônio tem sido demonstrado um inibidor do crescimento bacteriano, devido à sua elevada capacidade oxidativa. Destrói bactérias, vírus, esporos e endotoxinas. No tratamento de feridas infectadas pode apresentar resultados efetivos no combate ao desenvolvimento bacteriano. Oliveira (2007) afirma que, segundo dados de literatura explorados, a aplicação terapêutica de ozônio vem sendo utilizada não apenas para tratamento de feridas como também para outras situações clínicas, com resultados favoráveis. Segundo a mesma autora, o gás ozônio pode ser uma importante opção no tratamento de feridas, além de trazer diversos benefícios aos seus portadores, mas para tanto, faz-se necessário estudos bem delineados e de qualidade sobre o tema.

A ABOZ (2008) relata que a ozonioterapia vem sendo utilizada em várias patologias de forma isolada ou complementar, com resultados satisfatórios. De acordo com a mesma associação, o gás ozônio possui propriedades bactericidas, fungicidas e virostáticas, sendo largamente utilizado para tratamento de feridas infectadas, assim como doenças causadas por vírus e bactérias. Estudos que demonstram a água ozonizada como um meio bactericida efetivo, o gás ozônio como indutor de neovascularização e proliferação tecidual e a eficácia da atividade antibacteriana do óleo ozonizado (SIQUEIRA et al., 2000; VELANO, et al., 2001; MACEDO, CARDOSO, 2005) nos levam a observar quão importante será a dedicação de enfermeiros e demais profissionais da saúde na busca de maiores conhecimentos sobre o ozônio no tratamento de feridas, visto que até o momento poucas pesquisas contribuem com dados e resultados altamente relevantes sobre o assunto.

Conclusão
O presente estudo permite concluir que, entre as feridas tratadas pelos 67 (100%)
voluntários pesquisados, predominaram as suturas cirúrgicas, deiscências cirúrgicas e úlceras por pressão; as coberturas mais utilizadas pelos mesmos são: papaína, ácido graxo essencial, hidrocolóide e alginato de cálcio. Conclui-se ainda que apenas 09 (13,43%) conhecem a água ozonizada, 01 (1,49%) o creme ozonizado e nenhum têm conhecimento sobre o óleo ozonizado e gás de ozônio em bags, sendo necessários estudos mais aprofundados sobre os efeitos do ozônio no tratamento de feridas, buscando assim, novos horizontes para melhorar cada vez mais a qualidade da assistência prestada ao paciente.
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Referências
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