segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Efeitos antibacterianos de um novo medicamento - o óleo ozonizado - comparados às pastas de hidróxido de cálcio. PARTE 1 (1/4)


ISSN 00347272
Matéria publicada pela: ozoniobras

José F. Siqueira Jr
Coordenador da Disciplina d© Endodontia da Universidade Estácio de Sá, RJ
Isabela N. Roças
Professora da Disciplina de Endodontia da Universidade Estácio de Sá, RJ
Claudia C. Cardoso
Pesquisadora do Centro de Estudos do Qzônio. Universidade de Alfenas, MG
Sérgio B. Macedo
Coordenador da Disciplina de Cirurgia
Bucomaxilofacial, Universidade de Alfenas MG
Hélio P.Lopes
Coordenador do Curso de Especialização em Endodontia da ABE-RJ

Sinopse
O objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade antibacteriana do óleo ozonizado e do hidróxido de cálcio, associado ao paramonoclorofenol canforado (PMCC)/glicerína ou ao tricresol formalina/glicerina contra bactérias, comumente envolvidas na etiopatogenia das doenças perirradiculares. A metodologia empregada foi o teste de difusão em ágar. A maior eficácia de atividade antibacteriana foi observada para o óleo ozonizado.

UNITERMOS: Edicação intracanal; atividade antibacteriana; tratamento endodôntico.

Introdução
Tem sido relatado que, em cerca de 40 e 50% dos casos, bactérias sobrevivem aos efeitos do preparo químico-mecânico de canais radiculares de dentes com necrose pulpar e portadores de lesão perirradicular. Bactérias remanescentes representam um potencial para o fracasso a longo prazo do tratamento endodôntico. Por estas razões, uma estratégia antimicrobiana deve ser direcionada para eliminação de microrganismos residuais, erradicando a infecção e reduzindo os riscos de fracasso.
Tem sido revelado que o emprego de uma medicação intracanal entre as sessões do tratamento endodôntico induz à desinfecção do sistema de canais radiculares, atuando, particularmente, sobre as bactérias remanescentes não afetadas pelo preparo químico-mecânico (18,22). Várias substâncias têm sido preconizadas para o uso como medicação intracanal. As mais utilizadas são os derivados fenólicos e aldeídicos, o hidróxido de cálcio e a dorexidina (6). O hidróxido de cálcio, em função da baixa solubilidade, tem sua atividade antibacteriana restrita às bactérias em contato direto com essa substância. Assim, para uma atividade antibacteriana mais pronunciada e em maior extensão no interior do sistema de canais radiculares, o hidróxido de cálcio tem sido associado à dorexidina ou a compostos fenólicos e aldeídicos (6,17).
Muitos trabalhos têm recomendado como medicação intracanal a assodação hidróxido de cáldo/paramonodorofenol canforado (PMCC)/glicerina, em razão de sua atividade antibacteriana e de preenchimento do canal radicular (18,19,21). Todavia, existe um interesse dentífico permanente de se buscar substândas mais efetivas, com ação mais rápida e de melhor comportamento biológico diante dos teddos perirradiculares.

O ozônio veiculado em óleo vegetal, dentre as possíveis substâncias com o intuito de alcançar os objetivos mencionados, apresenta algumas características biológicas interessantes: ação bacteriana, inativação de fungos e vírus, efeito debridante e estímulo à angiogênese (1,9,23).
O gás ozônio, descoberto por Schonbein, em 1840, é uma variedade alotrópica do oxigénio, constituído por moléculas triatômicas deste elemento químico. Em medicina, sua utilização é conhecida como ozonoterapia, onde o ozônio, sintetizado por geradores medicinais a partir de oxigénio puro, é utilizado em concentrações trinta vezes inferiores àquelas para fins industriais (1,23). Devido à sua alta instabilidade, o gás ozônio deve ser incorporado a fluidos, como, por exemplo, a óleos vegetais (oliva ou girassol) (4,24).
Os primeiros trabalhos desenvolvidos sobre a ozonoterapia tratavam de infecções superficiais como úlceras, abscessos e fístulas, onde os efeitos antimicrobianos e debridantes do ozônio foram observados (9,10). Estudos revelaram resultados satisfatórios quando da utilização do ozônio no tratamento de lesões da boca e dos dentes (10,12,13).


Baseado nestas premissas, o objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade antibacteriana do hidróxido de caldo, assodado ao paramonodorofenol canforado, hidróxido de caldo, assodado ao tricresol formalina, e do óleo ozonizado contra bactérias comumente envolvidas na etiopatogenia das doenças perirradiculares.

www.ozone.br.vu

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